Maior que eu
Às vezes o sonho é tão grande
que me ultrapassa.
Me encanta, me seduz
e depois me escapa.
O sonho é uma lamparina
que se avista ao longe,
um farol aceso na noite fria:
luz que, ao iluminar,
não escolhe viajantes,
nem promete uma viagem amena.
Já me deixei levar por ele —
a correnteza me arrebatou
e me lançou contra as pedras.
Das pedras, tornei a vê-lo:
um ponto distante e firme
sobre o mar da vida.
À margem do sonho perdido,
eu, anfíbia, sigo,
enquanto as estrelas
foram minhas guias.
Comentários
Postar um comentário