Banalizar-me
Ainda me pego
sem valorizar o que sinto:
surda aos ruídos de fundo,
cega ao que importa,
tornando vulgar
o que é singular.
A corrente pueril
me arrasta
para longe do instante,
das memórias,
do sentido.
Em contrapartida,
Aborreço-me por ninharias,
não me levo a sério -
banalizo-me.
Não é fácil
ter olhos e ouvidos
num mundo cego
e surdo.
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