Pequenas gentilezas
Costumava ser distante, emanava
uma energia de proteção que afastava
as pessoas.
Quem conseguia chegar perto
é porque me transmitia confiança o
u era tão manipulador(a) que eu
não percebia o perigo.
À medida que fui amadurecendo,
passei a confiar em minhas percepções
e até a tomar a iniciativa
de me aproximar.
Hoje tive uma grande alegria,
fruto do meu trabalho interior:
uma pessoa se aproximou sorrindo
e me abraçou.
Percebi que já estou me abrindo, deixando — e até convidando —
as pessoas a se aproximarem.
Já posso demonstrar quem de fato sou, deixar meu eu real se expressar.
A muralha que existia, aos poucos,
foi se tornando permeável.
As pessoas estão me presenteando
com pequenos gestos de gentileza,
como se oferecer para carregar
uma sacola, amarrar meu cadarço,
me ajudar a descer uma calçada.
Quero retribuir as gentilezas
que venho recebendo.
Um passo de cada vez.
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