De novo?

 

 

Há um pensamento que diz: “há um buraco na calçada: a primeira vez, você não vê o buraco, cai nele e pede ajuda para sair. Na segunda vez, você sabe que tem um buraco, cai mesmo assim e sai dele sozinha. A terceira vez, você muda de calçada.

 

Não se muda da noite para o dia. Eu repeti três vezes o mesmo padrão doentio de relacionamento: no primeiro, não tinha consciência, no segundo eu sabia, mesmo assim repeti compulsivamente o padrão. No terceiro, não evitei entrar nele, mas logo reconheci o padrão e saí dele.

 

A mudança é um processo que tem etapas, e a repetição faz parte dela. A cada vez que eu caí no buraco, ele não era o mesmo e eu já não era a mesma. 

 

Cada repetição está numa espiral de elaboração, a cada volta um nível maior é alcançado. Até chegar à sedimentação da mudança. 

 

Ao saber disso, não me recrimino mais quando repito o que já sei que não deveria. Fico atenta ao que mudou em mim, e espero o tempo de cura.  


Antes de saber disso, eu era severa comigo, me recriminava, sentia culpa e até me punia.


Agora, constato a repetição e observo sem julgamento.

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