A magia do riso

  

Já fui pluma,

até pedra rolava 

ao ser tocada por mim.

 

Era como pétala invisível 

fazendo cócegas

incontroláveis,

vacina contra mal humor 

sem efeito colateral,

catalisadora de alegria, 

de espasmos corporais 

involuntários.

 

Já soltei pensamentos 

enferrujados 

e emoções endurecidas, 

já colori o que era 

opaco, 

já trouxe sonoridade 

ao que antes era ruído.

 

 

 

Quando a dureza da vida

me tomou

me perdi em labirintos,

a face virou máscara de cera

a magia que me movia 

embotou-se.

 

Sei que chegará o dia

em que voltarei a contagiar 

o bom humor

em forma de gargalhadas.

 

Como quem voltou a ser 

pluma.

 

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Coleção Literária com 28 livros de Virgínia Barbosa Leal

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