Falar e calar
Toda expressão verbal precisa de pausa, o ouvinte precisa do silêncio para processar o que foi dito. O silêncio oportuno fala mais do que mil palavras. Calar-se diante da dor é compaixão; apreciar o que está sendo dito em silêncio é admiração e respeito. Compreender o momento de silenciar é atenção. Não interromper a fala de alguém é educação. A presença do silêncio que escuta é cura.
No entanto, romper com o silêncio quando é preciso corrigir, orientar, consolar é sinal de sabedoria e coragem, é exercício do amor. A palavra tem poder, ela cria ou destrói, sensibiliza ou enraivece, acolhe ou rejeita.
É preciso saber quando falar e quando calar. A fala e o silêncio se complementam, são instrumentos de comunicação. Mas mal-usados, pode provocar desentendimento.
A minha fala é muda, quem dá voz a ela é quem a lê. O que escrevo provoca reações diversas, desde identificação com o conteúdo à discordância a meu ponto de vista. De um jeito ou de outro, estou exercitando a comunicação, materializando meus pensamentos. Falar é arte, silenciar é caminho da sabedoria.
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