Questão de consciência
“Nenhum problema pode ser resolvido no mesmo nível de consciência em que foi criado.” — Albert Einstein
Quando eu não tinha consciência da minha condição mental e espiritual, achava naturais os pensamentos que tomavam minha mente: “Será que vou dar conta? Todos estão contra mim. Todo homem é igual.” Meus sentimentos eram intensos e desproporcionais ao evento que os desencadeava.Eu me sentia injustiçada, vítima do mundo e das pessoas.
Quando esses pensamentos e sintomas se tornaram insuportáveis, comecei a tomar a medicação receitada pelo psiquiatra. Passei a ver o mundo e a realidade de forma diferente. Era como se a lente por meio da qual eu enxergava tudo tivesse sido limpa.
Na terapia, descobri que nem tudo era sobre mim, que era equivocado generalizar a partir de um único evento. Minhas emoções diminuíram de intensidade.
Foi quando comecei a me perguntar: “É verdade que todos estão contra mim? Aquela pessoa agiu deliberadamente para me magoar? Sou mesmo incapaz? De que forma contribuí para o acontecimento que me desfavoreceu?”
Passei a agir assim porque elevei meu nível de consciência ao equilibrar quimicamente minhas emoções e aceitar a realidade como ela é.
Mas isso não bastou. Hábitos e condicionamentos enraizados por anos levam tempo para mudar. Vez por outra, eu fantasiava a própria morte, apenas para imaginar as pessoas que “não me dão valor” lamentando minha perda.
Atualmente, sou capaz de perceber quando começo a ter pensamentos negativos e os interrompo. O eu observador está vigilante e não me permite prolongar o delírio.
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