Medo de amar

 

“ Eu fui pisando no medo, até chegar na coragem. Você não começa sem medo, então o medo é um grande desafiador, mas o enfrentamento não é necessariamente um desgaste, é uma coisa que você acopla, que você caminha com aquela nova experiência.” @brunalombardi

 

Já passei por várias fazes do medo. Medo não reconhecido, abafado pela impetuosidade e inconsequência que chamava de coragem.

 

Medo de me conhecer, de desfazer e acolher novas crenças, do vazio, de descobrirem minhas imperfeições.

 

Medo de ter medo e de ser dominada por ele.

 

Medo que me travava, mascarado de orgulho, de teimosia, medo escondido na ansiedade. 

 

Medo de amar, por alimentar a crença de que amor é sofrimento. 

 

Medo em mim é estrutural, Medo sadio de  cautela, prudência, que ativa o instinto de sobrevivência.

 

Mas quando o converto em covardia generalizada, em ver perigo onde não existe, ele deixa de ser meu aliado e se torna um obstáculo para acessar o amor.

 

Quando o medo está a serviço do orgulho, me torno egoísta, por me sentir ameaçada a existência. 

 

Não quero expor minhas limitações, e ao escondê-las, também bloqueio a força, a potência, habilidades, qualidades que me ajudariam a superar o medo.

 

Hoje sigo o caminho do amor mesmo com medo, e à medida que me abro e expando o coração, menos poder ele tem sobre mim. 

 

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