Quem eu gostaria de ser
“ Você já parou para pensar que talvez o plano não era para você ser o que queria, mas o que o caminho exigia?” Andreia Toledo Catão
Eu gosto da versão que sou agora. Consegui controlar minha agressividade, minha impulsividade, melhorei meu egoísmo, consegui abrir meu coração, embora algumas vezes não sustente essa condição.
Consegui acessar a sensibilidade, já me permito momentos de vulnerabilidade, não vejo mais o mundo e as pessoas como algo que preciso me defender, mantenho a capacidade de perscrutar o terreno em que piso, as armadilhas que ainda me permito cair.
Gosto de pensar que sou a melhor versão de mim que pude ser, mas não me satisfaço com isso, continuo me auto-observando, me descobrindo, refletindo sobre como posso melhorar.
Sei que algumas pessoas não veem e talvez nunca verão a pessoa que me tornei, e essa perspectiva me entristece, mas também me traz a certeza de que elas não estão mais no meu caminho.
Confio que a lei da afinidade me trará aqueles que estarão lado a lado comigo, sem descuidar de permitir a chegada de “anjos instigadores” que irão me ajudar a avaliar o quanto estou persistente e determinada a seguir o caminho que me foi destinado.
Não almejo mais um modelo idealizado, nem tenho a pretensão de ser mais do que dou conta.
Sou uma sobrevivente de mim mesma, dos desafios que atraí, dos infortúnios que criei e sou grata por ter aprendido algo, a cada dificuldade, cada erro e cada violação às leis universais.
Eu não sou o que queria ser, mas o que me tornei através das experiências que vivi. Sigo a trajetória que o caminho me exige, despreocupada das expectativas criadas pela parte imatura que ainda há em mim.
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