Consciência sobreposta
Consciência sobreposta
“Admitir que você não foi diferente porque você não conseguiu ser, não é admitir fracasso, é admitir ser humano, e se cobrar o contrário é ser desumano consigo mesmo.” Miriam Garcia
Há no ser humano uma consciência sobreposta à real, que critica e condena a si próprio toda vez que erra, falha ou se engana.
Essa falsa consciência é a interpretação que a criança fez das atitudes dos pais em relação aos seus erros, às críticas e castigos que recebeu deles.
É ela que dificulta e muitas vezes impede o auto perdão e instiga a auto punição. Ao ser bombardeada com censuras, a mente adoece e somatiza o corpo.
A ação da consciência sobreposta é reforçada por conceitos como pecado e exigência de perfeição, e pela intolerância de muitos, inclusive, dentro do próprio seio familiar.
É preciso entender que essa consciência é imatura, é produto da mente infantil em formação.
O adulto pode e deve avaliar e analisar as críticas que vêm dessa instância, não a levar tão a sério.
É claro que precisamos tomar consciência de nossos erros, mas sem culpa. Admiti-los para não os repetir.
É preciso aceitar que somos humanos e, portanto, falíveis. No entanto, é verdadeira a máxima que diz: “errar é humano, mas permanecer no erro é burrice.”
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