O que me move
“Não ceda quanto ao seu desejo”. Lacan
Eu já falei em outra ocasião que eu era movida a objetivos, tinha sempre um plano em execução. Quando eu alcançava um, já partia para outro.
Mas sempre ficava um vazio inexplicável que fazia me sentir ingrata com a vida, com o que ela me proporcionou.
Nos estudos que fazia e faço, descobri que a falta é estrutural e impreenchível. O desejo é a pulsão que me move, e é essa a sua função, sem desejo a vida esmorece, até mesmo deixo de viver para simplesmente existir.
Também percebi que quando tento preencher o vazio com algo externo, a pulsão é abafada e no seu lugar fica a meta ou objetivo que são úteis, mas trazem uma satisfação momentânea.
Isso não quer dizer que seja errado desejar coisas materiais, mas a falta pede algo mais profundo.
A pulsão do desejo precisa orbitar em torno da falta, dar sentido a ela.
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