Desamparo

 

Ter consciência de que estou solta em um  mundo que muda a toda hora, de que ninguém pode fazer por mim o que só eu posso fazer, me traz o sentimento de desamparo.

 

A autonomia cobra o seu preço, cortar o cordão umbilical da dependência emocional me dá poder, mas ao mesmo tempo me deixa insegura, no entanto, o amparo que desejo só eu posso me dar.

 

Não me convém substituir a figura de autoridade paterna pela de Deus. Ele não vai fazer por mim, Ele agirá através de mim. 

 

Viver numa redoma de proteção me furta das experiências dolorosas que me dão resiliência.

 

Posso me sentir vulnerável sem me sentir desamparada. 

 

O desamparo que senti na infância, porque era dependente da assistência dos pais, precisa ser superado para que as atuais e futuras relações, não fiquem comprometidas por uma atitude infantil. 

 

Por outro lado, não posso dispensar a ajuda e o apoio dos que me amam, sem confundi-los com dependência. No lugar de querer alguém que cuide de mim, preciso praticar o autocuidado. 

 

Viver sabendo que nascemos e morreremos sós, me traz a responsabilidade de não jogar o peso de minhas inseguranças nos outros. 

 

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