Convivência
“Conviver é não negar a subjetividade do outro.” Padre Júlio Lancelloti
Quando eu era jovem exigia demais do outro, assim como era muito exigente comigo mesma.
Não me dava conta de que cobrava do outro o que eu mesma não era capaz de fazer.
Subjetividade é a singularidade que diferencia uma pessoa da outra. Tem pessoas que são espontâneas enquanto outras são reservadas. Algumas entendem fácil enquanto outras têm mais dificuldade.
Ninguém se furta de momentos de raiva e destempero, mas queremos que os outros sejam equilibrados o tempo todo.
Todo atrito entre pessoas decorre da intolerância contra quem não parece conosco, intolerância à humanidade que todos temos. Humanidade no sentido de sermos perfectíveis e ao mesmo tempo falíveis.
Todos nós temos nossa própria visão de mundo e nossos desejos que podem não ser iguais aos daqueles com quem convivemos. Conviver é conciliar tais diferenças.
No meu entender, quando Jesus proferiu o Mandamento Maior de “amar ao próximo como a si mesmo” pretendia que entendêssemos que todos somos filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo.
Isso requer de nós aceitar o outro como ele é. É difícil, mas Jesus nunca disse que o seguir seria fácil. O que torna o caminho difícil é a intolerância, a falta de empatia e não querermos fazer concessões.
O que Ele disse foi que “Meu fardo é leve” para quem está disposto a lidar com as dificuldades do Caminho.
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