Fechado para balanço

 

 

“ Entre um ciclo e outro, eu escolhi parar. Não é férias, não é ausência, é uma pausa consciente dos barulhos, dos ruídos que nos distraem e nos empurram para longe de nós mesmos. “ 

Renata Moitinho

 

Eu ainda não cheguei a esse nível de consciência. Talvez por isso mesmo a pausa entre um ciclo e outro se faça como um movimento involuntário. É um espaço intermediário entre o que já não é e o que ainda não chegou. Um vazio que só o tempo de maturação preenche.

 

Quando estou nesse estado de consciência, sei que algo novo está para chegar. O difícil é suportar o vazio sem me precipitar em preenchê-lo com conteúdos ordenados pelo ego.

 

Assim como há um intervalo entre a inspiração e a expiração, a pausa é necessária para dar um balanço da minha vida, de quem fui antes, sem criar expectativa de quem serei depois.

 

A pausa não é inércia, fuga ou desistência. É o tempo de espera da semente brotar e então identificar o que plantei. 

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