Quando o velho padrão te puxa

 

Não é fácil se livrar de hábitos enraizados há anos. Condicionamento é coisa séria. 

 

Quando tudo vai bem, estou de bem com a vida, centrada e de coração aberto vem a autocensura me tolher e sem qualquer razão aparente eu mudo meu estado de humor, o bom ânimo.

 

Por muito tempo mantive o auto boicote, por não me achar merecedora da felicidade. 

 

Por trás dessa crença existem culpas não trabalhadas. Se eu ainda não consigo sustentar a mudança é porque elas ainda me dominam, mesmo com tantos anos de trabalho.  

 

Sei que em mim há uma consciência sobreposta que é intolerante, carrasca, e exageradamente exigente. 

 

Porque eu me sentia invisível a meus pais, ainda que eu tenha me empenhado muito para agradá-los, tinha uma culpa irracional por não ser perfeita, por acreditar que só assim conseguiria a atenção e a admiração deles.

 

Essa crença eu trouxe para a vida adulta, é ela que rege minhas relações até comigo mesma e é responsável pelo fracasso delas.

 

A mente sabe que não devo pensar assim, mas o coração está viciado no sofrimento descabido. 

 

A consciência é a resposta para a virada que preciso dar. A cada vez que perceber o mal humor se aproximando e não encontrar razão para isso, preciso identificar e acolher emoções e soltá-las. 

 

Não é da noite para o dia que se descontrói padrões destrutivos preservados por toda uma vida. Perseverança, paciência e trabalho são a chave. 

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