Reorganização interna
Custo a conciliar razão e coração, como se fossem duas partes separadas de mim. Se a criança me comanda, sou lançada tal qual uma bola que rola em brinquedos. Se a razão segue à frente, me falta encantamento, sinto frio insosso. Todos querem exclusividade, ninguém pergunta o que eu quero. O hábito me leva ao condicionamento, o condicionamento à repetição, a repetição ao automatismo. Minha imaginação é um cavalo chucro que não quero domar. Enquanto ela lidera, todos os extremos se curvam, se conciliam. É ela que reorganiza a hierarquia interna. Então a criança não quer mais mandar: ensina a razão a brincar, e o coração a ouvir.