Não quero ter razão, quero ser feliz


Houve uma fase de minha vida em que eu discutia com as pessoas por motivos banais, e isso me rendeu muitas inimizades, até no seio da família.

 

A imagem que as pessoas tinham de mim era de uma alguém irascível - e eu era. Por esse motivo, não me davam crédito, até quando eu tinha razão.

 

Depois de sofrer várias vezes as consequências do meu desequilíbrio, resolvi silenciar – não porque o outro tinha razão, ou por medo do confronto – tinha medo de mim mesma, das minhas reações.

 

Então veio a fase em que as pessoas achavam calma. Não sabiam quanto custava me conter. Por dentro, sentia um vulcão prestes a entrar em erupção.

 

Passei a observar minhas emoções,

sem deixá-las transbordar

nem as aprisionar. Respirava e soltava.

 

Aprendi a escolher minhas batalhas, a não levar tão a sério críticas infundadas, e a não tentar convencer o outro de que “tenho razão”.

 

Quando ouço alguém dizer que não quer ter razão, quer ser feliz, fico pensando o quanto de felicidade uma pessoa excessivamente contida pode ter. 

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