Holograma
Não existe o outro
e sim a projeção
que fiz dele
em minha mente.
Ao menos, é o que dizem
Se tudo que vejo
já está em mim
há um mundo real?
Se quem eu sou
e quem você é
são espelhos
um do outro,
que é o eu real?
Isso faz sentido.
Mas se tudo
que vejo
sou eu,
em variadas
perspectivas,
não há nada
além de mim?
Nunca saberei
quem você é,
nem você,
quem sou.
Somos hologramas
em um mundo
virtual.
Ou, então, espectros
vagando na sombra
de si mesmos.
Talvez essa
seja a razão
da falta
e da solidão.
Se eu sou você,
me conhecer
me fará tangível.
Nessa vertente,
a paixão é a ilusão
da separação.
Amar é me unificar
para que os hologramas
ultrapassem a mente.
Enquanto isso
não acontece,
haverá
conexão
real?
Comentários
Postar um comentário