Sublimação


 

Quando eu era criança — e até hoje —

não me limito a assistir a um filme:

entro nele,

sou uma das personagens.

 

Faço caras e bocas,

me emociono,

choro e rio.

 

Naquele tempo,

eu já havia congelado

as emoções;

elas precisavam

de uma válvula de escape:

escolheram a arte.

 

Elegi a escrita

para nomear

o que está confuso,

o que ainda não compreendo.

 

É a forma

que encontrei

de sublimar

não apenas a agressividade

e a ansiedade,

mas também

a energia sexual.

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Coleção Literária com 28 livros de Virgínia Barbosa Leal

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