Padrão inconsciente
“Você ama tentando resolver algo antigo, tentando finalmente ser escolhida, ser vista.” ana_emvozbaixa
Percebi que os parceiros que escolhi tinham algo em comum: infidelidade, indisponibilidade emocional, rompantes de agressividade ou hostilidade passiva e vícios – todos tinham traços do meu pai, eu ia vendo aos poucos.
Eu vivia um paradoxo: queria carinho de quem possivelmente nunca recebeu; pedia gentileza e atenção de quem era indisponível afetivamente; não suportava quem ele se transformava quando estava alcoolizado. Como era de se esperar, um dia a ficha caiu, eu me desiludi e fui embora.
Eu os escolhi porque queria que eles reparassem o que vivi no meu passado, queria “consertá-los” e isso era impossível.
Não conhecia outro modo de me relacionar senão aquele que aprendi na infância.
Depois fiquei sabendo que essa atitude é um padrão inconsciente, e eu iria repeti-lo indefinidamente se não tomasse consciência do quão destrutivo ele é.
A página do instagram @ana_em vozbaixa trata desse assunto e entre outras coisas afirma: “A gente ama quem conversa com nossas feridas.”
Agora, quando alguém me atrai, acende logo o sinal de alerta, porque a mente busca o que é familiar. O desafio é buscar ou aceitar quem não tenha esse padrão e aprender uma nova forma de me relacionar.
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