Sou uma sobrevivente
Tenho acompanhado um grupo musical de jovens coreanos que faz sucesso há dez anos.
Ganhei um livro falando sobre a trajetória deles e o quanto foi difícil manter a excelência de seu trabalho.
Em 2018, entraram numa crise
de estafa mental e física e só não desistiram pela união e amor entre eles.
Para mim, são sobreviventes - não apenas pela dureza da vida que enfrentam, mas porque não abandonaram seus próprios sonhos, nem deixaram de levar, nas letras das músicas, mensagens de otimismo realista em meio aos relatos das próprias dificuldades.
Sinto empatia por eles, porque também sou uma sobrevivente.
Passei por etapas difíceis na vida por fazer escolhas erradas e persistir teimosamente no erro.
Deixei que pisassem em mim enquanto reagia com crueldade a pessoas que não me fizeram mal algum.
Por muito tempo fui guiada pelo meu lado sombra enquanto a luz me chamava de volta e eu não ouvia.
Para sobreviver, investi nos estudos, na ascensão profissional, na conquista de patrimônio.
Havia em mim uma guerra interna entre luz e sombra, trazendo consequências à saúde física e mental.
Esgotada, desesperançosa e perdida, me rendi e deixei a luz me guiar.
Sou uma sobrevivente de mim mesma.
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