Semeadura


 

“ Na vida nós caminhamos em círculos, com um saco cheio de sementes nas costas, e há um furo nesse saco e, à medida que vamos caminhando por ele, de modo que semeamos pelo caminho, mesmo sem perceber. E a semeadura não é opcional, ela é obrigatória. A única coisa que cabe a nós escolhermos as sementes. Como andamos em círculos, inevitavelmente encontraremos no caminho o resultado das sementes que deixamos cair... Então se pergunte: o que você anda semeando.?” Jacoby Petry

 

Para mim, a metáfora contida na frase: “colhemos o que plantamos” sempre me marcou como um lembrete.

 

Também gosto dessa imagem: “Nossos atos são como uma flexa que lançamos, e quando menos esperamos ela nos atinge pelas costas.”

 

O difícil para mim é relacionar o que estou passando como resultado das sementes que deixei cair ao longo do caminho. 

 

Já ouvi pessoas me agradecerem por algo que fiz que nem me lembro. O mesmo acontece quando alguém me acusa de algo que eu disse ou fiz.

 

É mais fácil a vítima ou o beneficiário de minhas ações lembrar do que eu.

Isso me revela que estou espalhando sementes por aí sem escolhê-las ou as escolhendo errado pensando estar fazendo o certo.

 

Mais uma vez eu digo que a consciência só chega quando estou no estado de presença. 

 

A vida faz movimentos cíclicos em forma de espiral, de forma que sempre voltamos por onde passamos. Se no percurso eu dei algum passo no caminho da evolução terei um bom resultado da semeadura.

 

A chave é a consciência e a autorresponsabilidade. Não é fácil, mas não é impossível. É o que me esforço em fazer. 

 

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