O arco-íris do amor
O amor
é como um arco-íris:
a chama vermelha,
que logo se apaga;
a luz amarela,
que vibra
em cada um.
Quanto mais
as cores se encontram,
mais bela a obra,
mais harmônica.
Quando o vermelho decanta,
torna-se rosa —
acolhe
todas as cores.
Há dias
esmaecidos:
a mão pesa,
a tela borra,
falta contraste,
falta nitidez.
Quem abandona a pintura
deixa
a tela em branco.
Mas quem brinca
com a paleta
reconhece,
na tela inacabada do outro,
o traço mais autêntico.
Quando a obra
é feita a dois,
o arco começa
a surgir —
mesmo
incompleto.
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