Falar e calar

 

 

A fala precisa de pausa; 

o ouvinte precisa do silêncio 

para processar o que foi dito. 

 

O silêncio oportuno fala mais 

do que mil palavras: 

calar-se diante da dor é compaixão; apreciar o que está sendo dito em silêncio é admiração e respeito;

compreender o momento de silenciar  

é atenção; 

não interromper a fala de alguém 

é educação;  

a presença do silêncio que escuta é cura. 

 

No entanto, romper com o silêncio quando é preciso corrigir, orientar, consolar é sinal de sabedoria e coragem, - é exercício do amor. 

 

A palavra tem poder, 

ela cria ou destrói,  

sensibiliza ou enraivece, 

acolhe ou rejeita.

 

É preciso saber quando falar e quando calar. 

A fala e o silêncio se complementam, 

são instrumentos de comunicação. 

Mas mal-usados, pode provocar desentendimentos. 

 

A minha fala é muda, 

quem dá voz a ela é quem a lê. 

 

O que escrevo provoca reações diversas, desde identificação com o conteúdo 

à discordância a meu ponto de vista. 

 

De um jeito ou de outro, estou exercitando a comunicação, materializando meus pensamentos. 

 

Falar é arte; 

silenciar é caminho da sabedoria.

 

 

Comentários

Coleção Literária com 28 livros de Virgínia Barbosa Leal

Coleção Literária com 28 livros de Virgínia Barbosa Leal